Esta é dos anos 1950. O Vasco iria jogar contra o Canto do Rio e um dirigente cruzmaltino procurou o goleiro adversário, disposto a pagar por um "frango". Acertaram a quantia e a forma de pagamento: metade no ato e metade após o jogo.
Começou a partida e o goleirão tratou de fazer sua parte: sofreu logo um gol num frangaço espetacular. A partir daí, entretanto, o vendido resolveu fechar a meta tornando-se o melhor jogador em campo.
Aos 30 minutos do segundo tempo, coisa que ninguém esperava, o Canto do rio empatou. Aos 42 minutos, uma esperança: pênalti a favor do Vasco.
O encarregado da cobrança foi Ademir Menezes, o infalível Queixada. Ele disparou uma bomba medonha, mas, para espanto geral, o goleiro defendeu e garantiu o empate.
No dia seguinte, nosso herói foi a São Januário cobrar a dívida. E o cartola, quando o viu, espumou de raiva:
- Você ainda tem a cara-de-pau de aparecer? Defendeu um pênalti e vem me cobrar?
- Ué, doutor o senhor me pagou pra tomar um frango e isso eu fiz...
Acabou recebendo.
PRADO, Renato Maurício. Deixa que eu chuto 2 a missão!. Rio de Janeiro: Editora Relume Dumará, 2006.
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